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Como as inteligências artificiais escolhem quais marcas recomendar?

Não existe fórmula pública que garanta uma recomendação. Quanto mais clara, consistente e reconhecida for a presença digital da marca, maior sua autoridade no mercado.

Equipe idealtrack

Quando alguém pergunta ao ChatGPT quais são as melhores ferramentas para determinada tarefa, pede ao Gemini uma indicação de empresas de um segmento ou utiliza uma inteligência artificial para comparar produtos, algumas marcas podem aparecer na resposta enquanto outras ficam de fora. Para empresas que passaram anos investindo em SEO para conquistar visibilidade no Google, essa nova dinâmica cria uma pergunta importante: como as inteligências artificiais escolhem quais marcas recomendar?

A resposta não está em um único fator. Também não existe uma fórmula pública e universal capaz de garantir que determinada empresa será recomendada por ChatGPT, Gemini, Claude ou qualquer outro sistema. As plataformas possuem tecnologias, modelos e formas de acessar informações diferentes, e uma resposta pode variar de acordo com a pergunta, o contexto, as informações disponíveis e até o momento em que a pesquisa é realizada.

Ainda assim, existe uma questão estratégica que as empresas podem começar a observar: quanto mais clara, relevante, consistente e reconhecida for a presença digital de uma marca, maior será sua capacidade de construir autoridade sobre os assuntos relacionados ao seu mercado. É justamente nesse cenário que o GEO, ou Generative Engine Optimization, começa a ganhar importância para o marketing.

A IA precisa entender qual é o contexto da pergunta

Uma recomendação começa pela intenção do usuário. Quando alguém pergunta “qual é o melhor software para minha empresa?”, existem poucas informações para produzir uma resposta realmente específica. Quando a pergunta passa a ser “qual software de CRM é mais indicado para uma empresa B2B com uma equipe comercial de 30 pessoas e ciclo de vendas longo?”, o contexto muda completamente.

Isso significa que a marca considerada relevante também pode mudar conforme a necessidade apresentada.

Uma plataforma pode ser reconhecida como uma boa solução para pequenas empresas e não ser a alternativa mais adequada para uma grande organização. Outra pode ser associada a um segmento específico, enquanto um concorrente possui uma atuação mais generalista.

Por isso, não existe necessariamente uma lista fixa das melhores marcas que será reproduzida em qualquer situação. A relevância depende também da relação entre a pergunta realizada e as informações existentes sobre cada empresa.

Para o marketing, isso significa que simplesmente querer ser “a marca mais recomendada pelo ChatGPT” é um objetivo amplo demais. É necessário compreender em quais perguntas, categorias, problemas e situações a empresa deseja ser considerada relevante.

Clareza de posicionamento ajuda a construir presença

Uma empresa pode ter uma marca conhecida e ainda possuir uma presença digital pouco clara. Isso acontece principalmente quando sua comunicação prioriza conceitos publicitários e deixa informações fundamentais sobre o negócio em segundo plano.

Imagine uma página institucional que afirma que a empresa “transforma o futuro das organizações por meio de experiências inovadoras”. A frase pode funcionar dentro do posicionamento da marca, mas não deixa claro qual produto ela oferece, qual mercado atende ou quais problemas resolve.

Agora imagine uma empresa que explica claramente que desenvolve uma plataforma de gestão de atendimento para empresas B2B, integra canais como WhatsApp e e-mail e atende organizações com equipes de suporte e vendas.

A segunda descrição cria muito mais contexto.

Para fortalecer o posicionamento de uma marca nas inteligências artificiais, é importante que o ambiente digital seja capaz de responder perguntas básicas sobre a empresa: quem ela é, o que oferece, qual categoria ocupa, para quem vende e quais problemas resolve.

Branding continua sendo importante, mas precisa conviver com clareza.

Autoridade temática também faz diferença

Uma marca não constrói autoridade apenas falando sobre seus próprios produtos.

Se uma empresa deseja ser reconhecida como referência em determinado mercado, precisa desenvolver conhecimento sobre os assuntos relacionados àquele universo. Isso significa responder dúvidas, explicar conceitos, analisar tendências e produzir materiais que realmente sejam úteis para seu público.

Uma empresa especializada em tecnologia para varejo, por exemplo, pode desenvolver conteúdos sobre inteligência artificial no varejo, gestão de estoque, experiência do consumidor, integração de canais, análise de dados e diferentes desafios enfrentados por varejistas.

Ao construir conteúdos aprofundados e conectados, a empresa amplia sua presença temática.

Essa estratégia é diferente de simplesmente publicar dezenas de textos sobre palavras-chave aleatórias que possuem alto volume de pesquisa. O objetivo é criar uma associação consistente entre a marca e os assuntos nos quais ela pretende construir autoridade.

Para GEO, essa visão é especialmente importante porque as perguntas realizadas às inteligências artificiais podem ser extremamente variadas. Quanto mais completo for o território de conhecimento construído pela empresa, mais situações relevantes podem existir dentro desse universo.

As menções externas ajudam a construir o contexto de uma marca

Existe uma diferença importante entre uma empresa afirmar que é referência e essa empresa possuir uma presença digital que sustente essa percepção.

Uma marca pode dizer em seu próprio site que é líder, inovadora ou especialista. Naturalmente, essas informações fazem parte da comunicação comercial da própria organização. Quando existem também menções externas relacionadas à sua atuação, o contexto digital se torna mais amplo.

Reportagens, entrevistas, portais especializados, estudos, parceiros, eventos, avaliações e outras publicações podem contribuir para a construção dessa presença.

Isso faz com que o posicionamento nas inteligências artificiais não seja responsabilidade exclusiva da equipe de SEO.

Conteúdo, branding, relações públicas, assessoria de imprensa, comunicação corporativa e até a atuação dos especialistas da empresa podem participar da construção de autoridade.

A lógica é relativamente simples: quanto mais consistente for a presença de uma empresa em contextos relevantes para sua categoria, mais sólido será o território digital construído em torno daquela marca.

Informações consistentes também são importantes

Outro aspecto que merece atenção é a consistência.

Imagine uma empresa descrita de uma maneira no próprio site, de outra forma em perfis institucionais e associada a categorias completamente diferentes em páginas externas. Esse cenário cria uma presença fragmentada.

Por isso, empresas que desejam fortalecer sua presença digital precisam observar como suas principais informações aparecem em diferentes canais.

Nome da empresa, descrição dos produtos, categoria de atuação, público atendido e proposta de valor precisam manter uma lógica coerente. Isso não significa repetir exatamente o mesmo texto em todos os lugares, mas garantir que as informações fundamentais não sejam contraditórias.

Esse trabalho também ajuda o consumidor. Quando diferentes fontes apresentam informações coerentes sobre uma empresa, existe menos esforço para compreender o que aquela marca realmente oferece.

Conteúdo aprofundado ganha espaço nessa estratégia

A produção de conteúdo continua sendo uma das principais ferramentas para construir autoridade digital, mas a lógica precisa ir além da quantidade.

Um artigo de 500 palavras criado apenas para repetir uma palavra-chave pode até ocupar uma página do site, mas dificilmente será suficiente para explicar um assunto complexo. Uma estratégia de autoridade precisa considerar a qualidade e a profundidade das informações.

Isso significa desenvolver conteúdos capazes de responder às principais dúvidas do mercado, explicar diferenças entre soluções, apresentar critérios de escolha, analisar problemas e aprofundar temas importantes para o consumidor.

Além disso, os conteúdos precisam conversar entre si.

Uma empresa que deseja construir autoridade sobre GEO, por exemplo, pode explicar o que é GEO, comparar GEO e SEO, mostrar como as inteligências artificiais influenciam a descoberta de marcas, explicar como medir presença nas IAs e analisar como empresas podem fortalecer seu posicionamento nesses ambientes.

Cada artigo contribui para uma estrutura maior de conhecimento.

Ser conhecido não significa necessariamente ser recomendado

Existe ainda uma diferença importante entre uma inteligência artificial conhecer uma marca e considerá-la relevante para determinada pergunta.

Uma empresa pode possuir grande reconhecimento, mas não ser a alternativa mais adequada para o contexto apresentado pelo usuário. Da mesma maneira, uma marca especializada e menos conhecida pode fazer sentido em uma pergunta muito específica.

Por isso, empresas não deveriam analisar sua presença nas IAs apenas perguntando diretamente “você conhece a marca X?”.

Essa pergunta oferece pouca informação estratégica.

O mais interessante é testar situações reais de descoberta. Uma empresa pode analisar o que acontece quando alguém pergunta quais são as principais soluções para determinado problema, quais fornecedores atendem determinado perfil ou quais ferramentas possuem certas características.

Nesse momento, a análise deixa de medir apenas reconhecimento e começa a observar relevância contextual.

Como aumentar as chances de sua marca aparecer nas respostas das IAs?

Não existe uma ação isolada capaz de garantir uma recomendação. O caminho passa pela construção de uma presença digital mais sólida.

A empresa precisa explicar claramente sua atuação, produzir conteúdos relevantes, desenvolver autoridade sobre sua categoria e fortalecer sua presença em fontes externas. Também precisa entender quais perguntas representam oportunidades reais de descoberta e acompanhar como sua marca aparece nesses contextos.

SEO continua sendo parte dessa construção. Um site tecnicamente estruturado e conteúdos bem organizados continuam importantes para uma estratégia digital eficiente.

O GEO amplia esse trabalho ao adicionar uma nova pergunta: além de sermos encontrados nos mecanismos de busca, estamos sendo considerados nas respostas geradas pelas inteligências artificiais?

Essa mudança transforma a presença nas IAs em uma questão de posicionamento, e não apenas de tecnologia.

O marketing precisa começar a medir essa nova visibilidade

Durante anos, equipes de marketing aprenderam a monitorar posições no Google, tráfego orgânico, mídia, redes sociais e diferentes indicadores de aquisição. Com o avanço das pesquisas realizadas em inteligências artificiais, uma nova camada começa a fazer parte desse acompanhamento.

Empresas precisam entender em quais perguntas aparecem, quais concorrentes são mais mencionados, quais assuntos estão associados à marca e em quais contextos existem oportunidades de aumentar sua presença.

Uma resposta isolada não é suficiente para chegar a uma conclusão. Diferentes perguntas podem gerar diferentes resultados, assim como diferentes plataformas podem apresentar marcas distintas.

É justamente por isso que acompanhar essa presença de maneira estruturada tende a se tornar cada vez mais relevante.

idealtrack: entenda como as IAs enxergam o seu mercado

É nesse novo cenário que atua a idealtrack, uma plataforma de GEO (Generative Engine Optimization) criada para ajudar empresas a acompanhar e otimizar seu posicionamento dentro das inteligências artificiais. A idealtrack permite transformar uma pergunta cada vez mais importante para os times de marketing em uma frente estratégica: quando potenciais clientes perguntam às IAs sobre o nosso mercado, quais marcas aparecem e qual espaço a nossa empresa ocupa nessas respostas?

Com a idealtrack, empresas podem acompanhar sua presença em ambientes como ChatGPT, Gemini e Claude, entender seu posicionamento e identificar oportunidades para fortalecer sua visibilidade nesse novo modelo de descoberta. À medida que as inteligências artificiais passam a participar da pesquisa, comparação e consideração de marcas, entender como sua empresa está sendo encontrada, citada e recomendada deixa de ser apenas uma curiosidade sobre IA. Passa a fazer parte da estratégia de marketing, autoridade e posicionamento digital.